A revolução dos APPs financeiros

Você lembra quando pegava fila em banco para pagar contas? Essa realidade vem mudando há mais de 10 anos e o grande estopim dessa mudança foi o lançamento dos smartphones. Quem nasceu na década de 80 tem o hábito de falar: “Tive a melhor infância”, uma época em que as crianças brincavam na rua e usavam principalmente a imaginação para suas brincadeiras, não usavam tablets, celulares e redes sociais. Essa geração vivenciou o período de transição e hoje está inserida na era tecnológica.

De acordo com a ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações, em dezembro de 2018 foram registradas no Brasil 229 milhões de linhas móveis, o que significa 1,09 linha de celular para cada habitante. O desempenho das redes móveis de internet também tem melhorado, sendo que ao final de 2018 80,5% dos acessos foram feitos através das redes 3G e 4G. A expansão e a qualidade da internet móvel criaram um mercado promissor e muito lucrativo: o mercado dos aplicativos, conhecidos como APPs. Conforme pesquisa realizada pelo site App Annie, o ano de 2018 bateu todos os recordes quando o assunto é aplicativo. Os desenvolvedores faturaram 101 bilhões de dólares gerados pelos mais de 194 bilhões de downloads.

O celular transformou diversos setores no mundo e tornou-se um dos pilares da rotina dos consumidores. A tecnologia está mais acessível e presente na vida de todos. Os APPs surgem como uma alternativa para que se alcance o máximo de pessoas dispostas a controlar suas finanças e aprender sobre planejamento financeiro. Entre 2016 e 2018 o Brasil deu um salto em downloads de aplicativos de finanças. No ano passado, por exemplo, o usuário verificou sua conta bancária pelo mobile quase que diariamente, um aumento de 35% em relação a 2016, segundo estudo da App Annie.

Cada vez mais os aplicativos para dispositivos móveis se tornam seguros e confiáveis, incentivando a sua utilização por um público que ainda tinha receio de se aventurar no mundo mobile. Nessa linha, surgem as fintechs que são startups (empresas iniciantes que exploram atividades inovadoras no mercado, desenvolvendo um modelo de negócio escalável e repetível) de finanças com forte adoção de uma estratégia mobile-first, que une tecnologia com criatividade. Essas empresas representam uma clara ameaça disruptiva à tradicional indústria bancária de varejo, apresentando serviços financeiros mais flexíveis, ágeis, com menos burocracia e 100% online. Em contrapartida, os bancos estão aproveitando a “onda” das fintechs e criando importantes parcerias, como é o caso do Banco Votorantim que em dezembro de 2018 se aliou à fintech Neon Pagamentos, com objetivo de se modernizar e diversificar seus serviços. De um lado a solidez de uma instituição tradicional e de outro o universo da alta tecnologia que chama a atenção de clientes mais jovens.

No País existe um grande número de fintechs que oferecem negócios como: empréstimos, investimentos, cartões, seguros, educação financeira, controle de orçamento, entre outros. Porém, um mercado ainda pouco explorado é o das fintechs voltadas à contratação de previdência privada. No atual cenário, a previdência privada se torna uma alternativa àqueles que pretendem construir um futuro mais sólido e estável, abrindo assim oportunidades para novos negócios nessa área. Será a “Prevtech” a nova onda de inovação no Brasil?


Nicole Gasperin – Gerente de Previdência da Quanta

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